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Google – O lado obscuro da empresa

No último trimestre de 2011 fui surpreendido com a suspensão de minha conta no Google AdSense. Possuia alguns sites, todos enquadrados na então política do produto e, após enviar um e-mail reclamando que não havia recebido a comissão que deveria, tive a conta suspensa sem explicação alguma. Comportamento estranho, não? Principalmente que, pelo fato de terem suspendido minha conta, segundo o “contrato” do produto, não seriam mais obrigados a pagar o que deviam. Seria uma forma suja de dar calote? Por incrível que pareça, pelo tamanho da empresa e sua fama, parece que sim.

Durante algumas pesquisas na web encontrei vários relatos de usuários com o mesmo problema, principalmente do Brasil. Alguns não chegaram a ter suas contas suspensas, mas estranhamente suas comissões, que em tinham um valor X de média nos últimos meses, caíram para menos de 10% do valor usual.

No meu caso a quantia não justifica os custos jurídicos para um embate, mas certamente os prejudicados com quantias maiores deveriam processar a empresa.

Durante minha busca encontrei também outras situações que revelam um comportamento nada ético da emrpesa. O PayPal, um big player de sistema de pagamentos presente inclusive no Brasil, abriu recentemente um processo contra o Google por conta de roubo de informações (https://www.thepaypalblog.com/2011/05/paypal-files-lawsuit-to-protect-trade-secrets-a-reason-worth-fighting-for/). Já o Buscapé, o maior player nacional de ferramentas de comparação de preço, processou o Google por concorrência desleal (http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5530316-EI15608,00-Buscape+processa+Google+por+igualdade+nas+buscas+no+Pais.html).

Hoje me deparei com um post bem interessante falando de problemas com relação a aplicativos na loja do Android que simplesmente somem sem explicação (http://www.googez.com/2011/12/google-taking-off-apps-from-the-market-without-warning/). Ainda não tive contato com nenhum dos afetados mas imagino que o mesmo golpe esteja sendo praticado.

Sou cliente do Google, possuo serviços grátis e serviços pagos contratados. Não deixarei de utilizar os mesmos, mas desde então tenho backup de tudo.

Diante destes episódios aprendi uma lição: nunca confie em uma empresa pois, por mais segurança que a uma marca traga, por trás podem existir políticas não muito éticas.

Um novo player promete sacudir o mercado de sites de comparação de preços em lojas de e-commerce de varejo: o Google Shopping. A empresa lançou nesta quarta-feira a versão brasileira do serviço, a primeira em terras latino-americanas. O portal, que chega adaptado às características do varejo nacional (o Brasil é o único país do mundo onde o usuário pode consultar o preço parcelado dos produtos), possui como diferencial a interface simples e rápida.

O serviço faz frente ao maior player do mercado nacional: o Buscapé. Em todo o mundo, o Google Shopping possui mais de 200 mil empresas de e-commerce cadastradas e mais de um bilhão de produtos listados, segundo informou a companhia.

Qualquer site de comércio eletrônico que quiser exibir seus produtos entre os resultados pode se cadastrar gratuitamente, mas estará sujeito a aprovação da Google.

Conheça já o serviço acessando: http://www.google.com.br/prdhp.

Sua empresa está querendo construir ou melhorar o site de seu negócio e você imediatamente repassa a demanda para a agência de publicidade que atende sua conta. Passado algum tempo você tem sua demanda atendida e acredita ter recebido a melhor solução, certo? Errado.

Muitas agências de publicidade, com o intuito de aumentar seus lucros ou por falta de experiência, não procuram acessoria de uma empresa / consultor de informática e simplesmente desenvolvem sites in house. Neste ponto cometem um grande erro! Assim como você quando precisa resolver um problema elétrico chama um eletricista, a manipulação de informações também é um campo de conhecimento que necessita de especialista. O profissional de informática que trabalha com arquitetura da informação é justamente o perfil correto para acessorar o desenvolvimento de uma estratégia de comunicação digital.

Vejamos um exemplo:

Um dia estava navegando por sites de shoppings da Barra da Tijuca com o objetivo de me manter informado sobre novidades e resolvi acessar o site do maior shopping da reigão – o BarraShopping.

Website do BarraShopping em 16/10/2011

Website do BarraShopping em 16/10/2011

Pois bem, acessei o http://www.barrashopping.com.br, encontrei algumas informações e resolvi me cadastrar na newsletter para receber as novidades por e-mail para não ter que ficar acessando o site. Aí me deparei com um erro básico: no formulário para cadastro da newsletter, além do endereço de e-mail existia o campo obrigatório CPF. Hum? Mas eu só quero receber e-mail, para quê precisam de meu CPF?

Primeiro passo para cadastro na newsletter do BarraShopping em 16/10/2011

Primeiro passo para cadastro na newsletter do BarraShopping em 16/10/2011

Neste ponto identifico que grande parte dos usuários desistem de efetuar seu cadastro, gerando o efeito inverso ao objetivo que o gestor do estabelecimento gostaria. Bom, mas vamos considerar os poucos indivíduos que mesmo assim resolvem realizar o cadastro. Parte destes usuários provavelmente, para preservar sua privacidade, utilizarão um CPF qualquer para se cadastrar. Aí surge o segundo aspecto negativo para o gestor do estabelecimento: além de perder o cadastro de alguns usuários, o mesmo ainda vai ter informações com dados errados / corrompidos. Ainda existe um terceiro aspecto – como os usuários do passo anterior utilizaram CPF de outro indivíduo este, quando tentar realizar o cadastro com seu CPF não vai conseguir. Neste ponto mais uma leva de usuários não vai realizar seu cadastro.

Segundo passo do formulário para cadastro na newsletter do BarraShopping em 16/10/2011

Segundo passo do formulário para cadastro na newsletter do BarraShopping em 16/10/2011

Após preencher o fomulário com o CPF incorreto o usuário é remetido para um outro formulário solicitando mais informações. Neste momento querem saber onde o usuário mora, sexo, se é casado, etc. Hum? Mas eu só quero receber informações! Agora os poucos usuários que ainda seguiram preenchendo o CPF desistem! Alguns poucos persistentes preenchem e enfim realizam seu cadastro!

Ótima estratégia para montar uma base de potenciais clientes, não?

Portanto, quando tiver alguma demanda que envolva informações, sejam sites, campanhas em redes sociais e telefonia móvel, procure sempre empresas e profissionais que trabalhem em parceria, pois agências de comunicação e consultores de informática devem participar de seu projeto.

No início de Outubro Steve Jobs, um dos principais ícones da indústria tecnológica, teve sua trajetória interrompida por um câncer. Personalidades e desconhecidos lamentaram sua morte, referenciando suas principais conquistas na indústria e a revolução causada pelos produtos desenvolvidos por sua empresa, a Apple.

Pessoa de personalidade forte, Jobs sempre era reconhecido por ser bastante severo com seus companheiros de trabalho e por ter uma característica que, para mim, proporcionou grande parte do que conquistou: a atenção aos detalhes. Olhando a trajetória do profissional Jobs, em inúmeros momentos encontramos produtos que já tinham aparecido ao mercado antes, mas sem a devida atenção nos detalhes. Vejamos por exemplo tocadores de Mp3, quantos não existiram antes do IPod? Eu me lembro de vários, mas qual implacou sua marca? O único produto que teve seu design muito bem trabalhado e que em conjunto possuía uma loja de músicas a disposição. E smartphone? Lembram do Treo? Muitos não, pois o fabricante não tinha a mesma meticulosidade de Jobs e sua trupe para criar um produto com uma ótima usabilidade. Algum tempo depois então surge o IPhone, um smartphone desenvolvido com um alto padrão de usabilidade e que em conjunto também possuia uma loja de aplicativos disponível ao alcance de um dedo.

Muitas pessoas comentaram e comentarão que o maior legado de Jobs foi o IPod, IPhone, IPad, eu digo que seu maior legado foi ter deixado claro a importância existente nos detalhes, proporcionando identificar oportunidades, que podem não ter sido um sucesso em um passado, mas com sua devida atenção, tornaram-se grandes sucessos de vendas.

Hospedagem de websites por R$ 1,99

Manter um website hospedado disponível 24×7 requer investimento. Mas como empresas oferecem hospedagem a preço de banana? A conta não fecha! Qual a mágica? Pois bem, mágica, como todos sabem, é ilusão. E é essa ilusão que provedores tem comercializado para os clientes.

A pequena e média empresa, ou mesmo o gestor “esperto” daquela grande empresa, acreditam que estão fazendo um ótimo negócio reduzindo custos e hospedando o site de seus negócios em provedores de baixo custo. Terrível engano! Só estão aumentando o risco de manchar sua imagem com sites indisponíveis ou até com risco de defacet, que é um tipo de “pixação virtual” realizada por crackers que alteram textos e/ou imagens do site.

Em meados de 2010, a Locaweb sofreu um destes ataques e, durante quase um dia inteiro, sites de mais de 70% de seus clientes sofreram alterações ou ficaram indisponíveis. Imagina uma empresa que possue a web como fonte principal de vendas? E os milhares de clientes que fariam uma compra neste dia ou mesmo indicaram o site para amigos e parentes? O prejuízo direto e indireto desta indisponibilidade é algo com custo bem elevado.

Serviços de qualidade devem ter alta disponibilidade e garantia em contrato, contemplando multas por indisponibilidade, prevendo SLA, entre outros. É o famoso ditado: o barato as vezes sai caro!

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